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Aumento na compra de usados impacta positivamente o aftermarket

Confira dados de mercado e a análise de Wellington Marques dos Santos, consultor nacional de operações da Rede PitStop, sobre as peças mais procuradas

Rede PitStop

A pandemia da Covid-19 fez com que várias indústrias parassem, ocasionando a falta de matéria-prima para a produção de peças, com reflexos sentidos no setor até hoje. Com isso, os preços dos carros subiram significativamente e o mercado de usados tornou-se mais atrativo. 

A incerteza sobre o cenário econômico, dentro e fora do Brasil, também contribuiu para que muitos consumidores adiassem a troca de seus veículos por novos. Aliado a esses fatores, o arrefecimento da pandemia, nos últimos meses, permitiu que as pessoas voltassem a utilizar seus carros, até mesmo para viajar, o que naturalmente leva ao desgaste de muitas peças.  

Com base em uma estatística divulgada pela Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o total de carros usados vendidos no ano passado foi de 15.106.724 unidades, com um aumento de 17,8% no comparativo com 2020.

E ainda segundo um levantamento anual do Sindicado Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), entre 2013 e 2021 houve um acréscimo de 1 ano e 10 meses no envelhecimento da frota nacional.

Só no ano passado, dos 46,6 milhões de veículos em circulação no Brasil, 57,4% tinham idade entre seis e 15 anos, e 24,2%, até cinco anos. Ainda segundo o relatório, em 2014, os veículos entre 11 e 20 anos representavam cerca de 28% da frota, sendo que essa porcentagem subiu para 38% em 2021. Já os automóveis com mais de 20 anos saltaram 111% ao longo desses sete anos.

Os reflexos positivos desses contextos já são uma realidade no aftermarket, que passou por um período de aquecimento durante 2021, tanto nas vendas de peças quanto na reparação de veículos.  

Segundo o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos (Sindirepa), o aumento nas vendas de peças de reposição de veículos leves foi de 46,8% entre novembro de 2020 e novembro de 2021. Em 2022, a tendência é de um cenário mais estável, ainda com resultados positivos.

“Os mais procurados são itens de suspensão e freio, como pastilhas, discos e até mesmo fluido, além de amortecedores. São as peças mais sujeitas a desgastes nos veículos e que têm uma manutenção mais tranquila”, afirma Santos.

Para o associado, o momento é de oportunidade. “É importante estar sempre atento ao cenário econômico. E se surgir a chance de comprar peças por um valor interessante, e o caixa permitir, o investimento pode valer a pena. Depois, talvez seja possível vender com uma boa margem”, indica o consultor.

Fonte: Rede PitStop 

02/11/2022

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