Estudo publicado pela Deloitte aponta tendências e desafios no setor automotivo à medida que consumidores e fabricantes avançam em direção a um futuro elétrico

Em resposta às transformações no cenário da mobilidade e influenciado
por tendências macroeconômicas e novas tecnologias, o comportamento dos
consumidores automotivos está mudando. Simultaneamente, iniciativas
governamentais estão acelerando a transição para os veículos elétricos,
enquanto as empresas buscam novas fontes de receita no setor.
Para entender melhor essas questões, a Deloitte realizou uma pesquisa
com mais de 26 mil consumidores em 24 países, que foi publicada no primeiro
semestre de 2023. O estudo destaca quatro grandes tendências. Confira!
A transição para veículos elétricos está acontecendo, mas a velocidade
varia entre os mercados
A demanda por veículos elétricos cresce à medida que os consumidores,
sob pressão inflacionária, buscam reduzir seus custos operacionais. No entanto,
cada mercado tem seu ritmo e enfrenta desafios únicos, como a preocupação com a
autonomia dos veículos e a segurança das baterias.
Crise na cadeia de suprimentos evidencia a necessidade de adequação à
demanda
A qualidade do produto permanece sendo o principal fator de decisão na
hora de escolher um veículo. No entanto, a crise na cadeia de suprimentos pode
estar mudando as expectativas quanto ao tempo aceitável de espera para entrega,
abrindo portas para um novo paradigma de "construção sob demanda".
Concessionárias são as mais confiáveis para os consumidores
Ao serem questionados sobre em quem mais confiam, a maioria dos
consumidores destacou a relação com suas concessionárias, seja na compra ou na
manutenção dos veículos. Isso reforça a relevância dessas empresas na cadeia de
valor automotivo, especialmente na discussão sobre vendas diretas ao
consumidor.
Desafios na adoção de serviços conectados via assinatura
Há um interesse evidente por tecnologias conectadas que fornecem
atualizações sobre trânsito, segurança e saúde do veículo. No entanto, os
consumidores preferem pagar por essas funcionalidades no ato da compra ou por
uso, em vez de adotar modelos de assinatura.
Fonte: Deloitte