Apesar de alguns conceitos serem bastante conhecidos, a Nakata trouxe informações que ajudam a conhecer ainda mais sobre os quatro tipos de direção veicular
Embora direção mecânica, hidráulica e elétrica já sejam conceitos bastante conhecidos, a Nakata, fábrica apoiadora da Rede PitStop, trouxe informações adicionais sobre os quatro tipos de direção veicular, além de dicas para detectar problemas ainda em estágio inicial.
1. Mecânica
Esse modelo era comum nos automóveis antigos e ainda se faz presente na maioria dos carros populares hoje. A direção totalmente mecânica não conta com nenhum tipo de assistência e depende da força dos braços dos condutores — e sabemos que, em alguns casos, haja força naquela manobra para colocar o veículo em uma vaga mais apertada, não é mesmo?
O sistema é bem simples e constituído basicamente por coluna, árvore, caixa de direção, barra e braços de direção.
De forma simplificada, podemos dizer que, ao virar o volante, o movimento é transferido à caixa de direção por meio da coluna. A rotação é, então, convertida e passada para os braços que, por sua vez, controlam o posicionamento das rodas. Uma das vantagens desse sistema é que, por ser mais simples, ele tem um custo bem menor em relação aos outros, tanto no que diz respeito às peças em si quanto à mão de obra no caso de um reparo.
Além disso, ele é bem robusto, não costuma apresentar grandes problemas — quando acontecem, é relativamente mais fácil detectá-los e resolvê-los, principalmente quando são na caixa de direção. Porém, quem já teve de fazer manobras em um veículo com direção mecânica sabe bem que ela não é nada confortável.
2. Hidráulica
Presente no Brasil desde o lançamento do Ford Galaxie nacional, em 1967, a direção com assistência hidráulica já equipava modelos como o Chrysler Imperial desde 1951 e logo se tornou motivo de muitos elogios. A principal função desse modelo era reduzir o esforço que o motorista fazia ao girar o volante, o que agradou bastante o público apaixonado pelo setor automotivo, principalmente considerando o tamanho e peso dos carros da época.
Diferentemente do modelo mecânico, a direção hidráulica usa alguns elementos para tornar a condução mais leve, dando aquela forcinha ao motorista. Além dos itens citados na direção mecânica, os principais componentes desse sistema são: bomba hidráulica, fluido, válvula de rotação, tubulações e reservatório.
O seu funcionamento é bem simples. Ao ligar o motor, a bomba hidráulica é acionada por meio de correias e polias, pressurizando o fluido. Uma vez que isso acontece, ele é enviado à válvula de rotação, que distribui esse material a pistões, responsáveis por auxiliar no movimento das rodas. Com isso, chegamos à grande vantagem desse sistema: a sua maciez ao dirigir.
Comparado à versão mecânica, a direção hidráulica é bem mais leve e, nas manobras, isso fica muito evidente. Uma das desvantagens desse sistema é o fato de ele consumir recursos do motor para girar o compressor, o que pode aumentar o consumo de combustível e reduzir um pouco a potência do automóvel, principalmente em modelos mais modestos. Vazamentos de fluidos também podem ser um problema conforme o carro vai envelhecendo.
3. Elétrica
Como a direção hidráulica não era perfeita, surgiu a necessidade de corrigir alguns de seus problemas. Em 1988, o modelo elétrico foi usado pela primeira vez no Suzuki Cervo. Atualmente, ele vem se popularizado bastante e equipa boa quantidade de veículos nacionais.
Diferentemente da versão hidráulica, não é preciso nenhum tipo de fluido ou bomba para auxiliar no movimento das rodas. Em geral, esse sistema utiliza uma série de sensores que detectam o posicionamento do volante e das rodas, bem como força e velocidade aplicadas.
Esses dados são enviados a uma central eletrônica que, após interpretá-los, comanda um motor elétrico acoplado à coluna de direção. Dessa forma, todo o esforço para girar as rodas é feito por ele, o que garante muito mais conforto nas manobras. Esse sistema traz apenas uma desvantagem marcante: o seu custo, que tende a ser bem salgado em relação aos outros.
4. Eletro-hidráulica
A eletro-hidráulica, outro conceito de direção que mescla o melhor de dois mundos para trazer ainda mais conforto ao motorista. Ela funciona de forma bem semelhante à versão totalmente hidráulica, mas traz algumas melhorias, tanto no desempenho quanto no custo.
Lembra que, na versão hidráulica, o motor do carro é que tinha de atuar a bomba para pressurizar o fluido? No modelo mais avançado, isso é feito por um motor elétrico totalmente independente, o que resolve alguns problemas — ainda que não todos. Embora seja mais cara quando comparada às versões mecânicas ou totalmente hidráulicas, se analisarmos sua parte elétrica, existe uma redução no preço de peças e mão de obra.