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Shell Brasil e INPA usam a nanobiotecnologia para recuperar áreas degradadas na Amazônia

Uso de nanomolécula de carbono em castanheiras deve elevar a eficiência na restauração de solos e cultivos na região

Rede PitStop

Parceira da Rede PitStop, a Shell Brasil está investindo R$ 4 milhões no projeto NANORADs, que testa o uso de uma nanomolécula de carbono, chamada arbolina, em castanheiras da Amazônia Legal, região que compreende nove estados. O projeto, realizado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI) e a empresa Krilltech Nanotecnologia Agro, visa melhorar a recuperação de áreas degradadas e impactadas pelo desmatamento.

A arbolina, desenvolvida pela Krilltech, é um biofertilizante que aumenta a resistência das plantas a condições adversas, como a baixa disponibilidade de nutrientes e água, temperaturas elevadas e alta irradiação solar. O objetivo é potencializar o crescimento de árvores no campo e melhorar a eficiência na captação e uso da luz pelas plantas.

O projeto avaliará o desempenho da arbolina em sistemas de plantio puro, misto e agroflorestal. Dessa forma, será possível compreender como diferentes sistemas de plantio podem auxiliar no reflorestamento, de que maneira a arbolina pode influenciar o crescimento de espécies nativas da Amazônia e como contabilizar o carbono sequestrado pela floresta.

Além disso, o projeto pretende medir os estoques de biomassa e o acúmulo de carbono em áreas cultivadas com e sem a aplicação da arbolina, com a ajuda de sensores que medem a circunferência das árvores e fornecem informações sobre os estoques de carbono na biomassa e acima do solo. A iniciativa vai durar três anos, permitindo documentar a dinâmica da restauração florestal. A área total destinada para os testes é de 100 mil m2, distribuídos entre os estados da Amazônia Legal.

28/07/2023

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