Combustível de baixo carbono será produzido por cinco usinas que começam a ser construídas em 2023

Empresa parceira da Rede PitStop, a petrolífera Shell fechou um contrato de dez anos para comprar 3,25 bilhões de litros de etanol celulósico de cana-de-açúcar — também conhecido como etanol celulósico de segunda geração (E2G) — que serão produzidos pela Raízen, empresa de bioenergia e transição energética da qual é uma das controladoras.
O combustível com baixa pegada de carbono será fornecido pelas cinco novas usinas que a Raízen construirá no Brasil de 2023 a 2027, elevando para nove seu portfólio de usinas de etanol celulósico. As operações, por sua vez, devem começar entre 2025 e 2027.
Essas novas plantas permitirão que a Raízen opere parques bioenergéticos altamente integrados, enquanto o acordo de fornecimento apoiará a Shell na estratégia de se transformar em um negócio de energia com emissões líquidas zero até 2050.
Vale destacar que a Shell colaborou com a tecnologia do etanol celulósico durante a elaboração da Raízen, joint-venture que formou com a Cosan S.A. em 2011. Desde essa época, a Raízen tem ampliado e desenvolvido o processo de produção de etanol de baixa intensidade de carbono aproveitando resíduos de cana-de-açúcar. Por meio dessa tecnologia, consegue produzir cerca de 50% a mais de etanol 2G, com a mesma quantidade de terra.
“A demanda global por combustíveis sustentáveis está crescendo. Combinar a inovadora tecnologia de resíduos de cana-de-açúcar da Raízen com a rede de distribuição global e o relacionamento com os clientes da Shell ajudará a atender a essa demanda”, pontua Andrew Smith, vice-presidente executivo da Shell Trading and Supply.
Fonte: Shell